Tudo feito por Amor.
Qualquer fumante sabe que sua vontade de fumar tem uma natureza emocional que nada tem a ver com sua capacidade de raciocinar, a qual já lhe disse muitas vezes que fumar prejudica a saúde, etc.
Então, quando se pensa em deixar de fumar, isto dá origem automaticamente a um conflito interno que altera muito mais a pessoa que o fumar em si, pois a obriga a violentar-se em seus sentimentos mais íntimos.
Talvez isso aconteça porque a abordagem de base está errada.
Pois os sentimentos nunca se enganam, e você, que quer parar de fumar, está dizendo a seus próprios sentimentos que eles estão errados; além do mais a razão sabe que isso é verdade.
Assim, o terreno fértil para não conseguir o propósito de deixar de fumar está preparado.
Para mim a abordagem correta seria a de tentar compreender que, quando você escolheu começar a fumar, foi para corresponder a expectativas que podem não fazer sentido agora, mas que, na época, eram totalmente válidas.
Em geral, todas essas expectativas costumam vir acompanhadas por algo como “uma busca de aceitação”,”ser uma pessoa agradável” ou “estar em sintonia com alguém”.
Vasculhar esses sentimentos pode nos levar muito longe, mas, se você quiser, é fácil reconhecer-se neles em idades adolescentes que não são muito acessíveis à nossa memória e que, se não formos muito cabeçudos, nos ensinarão a ver que, em última instância, “tudo foi feito por amor.”
Esta forma de olhar a questão nos desculpabiliza de saída, permitindo-nos reorientar as nossas ações sem ter de enfrentar a nós mesmos.
Ao mudar a forma de ver as coisas também mudarão nossos sentimentos, agora com a maturidade que não tínhamos na época.
Zenizas
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